Universidade Corporativa - A gestão da competência
Dr Carlos Roberto Squillaci - Diretor da Universidade Corporativa Associl
Em uma economia cada vez mais vinculada a velocidade e aos compartilhamentos culturais advindos da globalizaçao, fica muito claro, a nosso ver, que o cuidado em nao errar exige extremos, visando minimizar os processos, ao mesmo tempo em que agiliza as implantaçoes dos mesmos, catalisando assim, os desejados diferenciais de impactos, tao característicos dos modelos que alcançam as lideranças.
Nao errar significa ganhar tempo, sair na frente e economizar investimentos. Com estes conceitos entendidos, a valorizaçao dos talentos humanos fica evidente, a medida que os percalços e os sucessos das organizaçoes estao diretamente ligados a visao, as metas e aos investimentos em seus colaboradores, sejam estes normativos ou executivos.
É com este conceito que as organizaçoes voltam seus cuidados para seus recursos humanos, nao mais com objetivos restritos ao T&D, mas com horizontes mais abrangentes e sensíveis também as comunidades envolvidas no negócio da empresa.
Funcionários, terceiros, parceiros, fornecedores, clientes e há quem diga até concorrentes, passam a ser importantes figuras de análises e investimentos para o sucesso das organizaçoes.
Em economias mais avançadas, a presença das Universidades Corporativas, Academias, Centro de Estudos, e outras definiçoes mais que se queira dar, sao importantes Divisoes Corporativas a contribuir com a otimizaçao dos processos, visando um crescimento sustentável em uma economia de margens cada vez mais contidas e com características marcadas pela necessidade do aumento de escala.
As Universidades Corporativas, estabelecem fundamentalmente uma visao para os negócios, diferindo assim das tradicionais e indispensáveis faculdades de graduaçao, onde a formaçao básica se ocupa muito mais com o conhecimento teórico tradicional.
Jamais as Universidades Corporativas estarao concorrendo com estas, e sim, serao importantes ferramentas a complementar o desenvolvimento profissional, trabalhando talentos para o mercado em um espaço de tempo menor e visando ainda, o real alinhamento com as exigencias da prática.
Envolver a comunidade, como acima citamos, implica em somar esforços no sentido de minimizar custos e otimizar o uso do produto. Para que aconteça o sucesso de todos, a gestao do conhecimento passa a ser de responsabilidade de todos, minimizando os riscos em todas as fases dos processos.
Como exemplo, sendo nossa seara, nos fixamos nos Planos de Saúde, segmento recém regulamentado, de importante carencia e de necessários entendimentos.
A importância da Saúde Supletiva é indiscutível. Assim, para que tenha vida plena, é mister que a comunidade envolvida seja informada de direitos e obrigaçoes, tornando um benefício tao desejado, coerente e viável para as partes.
Se de um lado as operadoras precisam se adequar as exigencias da lei 9656/98, fazendo cumprir coberturas, valores e demais quesitos; aos fornecedores caberá atitudes competitivas sem que para isto, haja perda de qualidade; aos usuários bom senso na utilizaçao, nao transformando o direito do uso em abuso e aos prestadores de serviço, profissionais de saúde, caberá o bom senso nos encaminhamentos e solicitaçoes de exames para diagnósticos estritamente necessários e antes disto, oferecerem culturas preventivas em saúde.
Encontraremos em um segmento tao polemico, posiçoes favoráveis ou contrarias. O que fica talvez, é uma reflexao sobre o tema, onde a cada parte, uma vez informada, caberá contribuir através da Gestao do Conhecimento.
"Quem investe em educaçao, acredita na transformaçao."Paulo Freire